ERSE reforça compromisso com inovação e sustentabilidade através da Task Force Descarbonização Azul das Nações Unidas
26/10/2026
A ERSE promoveu, a 15 de outubro de 2026, o evento: “Descarbonização Azul – Dos Desafios à Ação», dedicado ao lançamento da segunda fase da Task Force Descarbonização Azul (TFDA), uma iniciativa do Global Compact Network das Nações Unidas. A sessão reuniu representantes de entidades públicas, empresas e outros intervenientes dos setores energético, marítimo e portuário, contando com cerca de 40 participantes presenciais e 12 participantes online.
A iniciativa assinalou o início da segunda fase de trabalhos da RFDA orientada para resultados concretos, incentivando o diálogo entre os setores público e privado e a articulação entre energia, transportes marítimos, infraestruturas e financiamento, com vista a implementar soluções e remover barreiras ao investimento para acelerar a descarbonização.
A realização do evento enquadra-se no trabalho da ERSE de acompanhamento e promoção da inovação, da transição energética e da sustentabilidade. Na sessão de abertura, Artur Trindade, em representação da ERSE, destacou a relevância da iniciativa, nomeadamente no contexto da cooperação da ERSE com os países de língua oficial portuguesa.
A sessão incluiu intervenções de Mário Parra da Silva, Presidente do UN Global Compact Network Portugal, sobre o enquadramento da iniciativa; de Marisa Lameiras da Silva, Diretora-Geral da Direção-Geral de Política do Mar, sobre a visão estratégica para a transição; e de André Couto, da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), sobre os desafios de implementação das políticas de descarbonização no setor marítimo. Anabela Vaz Ribeiro, Executive Director do UN Global Compact Network Portugal, apresentou a segunda fase da Task Force e os seus objetivos.
A TFDA constitui uma plataforma colaborativa que mobiliza empresas, entidades públicas, especialistas e parceiros de conhecimento para acelerar a descarbonização do setor marítimo e portuário. Após uma primeira fase, dedicada à identificação de prioridades e à elaboração de documentos estratégicos e recomendações, a segunda fase pretende avançar para a implementação de soluções, a remoção de barreiras ao investimento e o reforço da cooperação entre os diferentes intervenientes. O trabalho organiza-se em quatro eixos: digitalização dos portos, operações marítimas e indústria; infraestruturas e energia; descarbonização das pescas e das atividades marítimo-costeiras; e mecanismos de financiamento e planos de transição.


