24 Setembro 2018
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  • ConvErse com Jean-Michel Glachant alertou para desafios futuros na regulação do setor energético 


    A ERSE realizou a 10 de setembro uma sessão do ConvErse com o Professor Jean-Michel Glachant, Diretor da Florence School of Regulation, que abordou os desafios para a regulação do setor energético no contexto da Descentralização, Descarbonização e Digitalização (3 D’s).

    Na sessão, que se realizou nas instalações da ERSE e em que participaram quase uma centena de convidados, Jean-Michel Glachant defendeu que a Descentralização e a Digitalização são “irmãs gémeas” por desencadearem os mesmos fluxos de alterações a nível da produção distribuída e da distribuição. Já quanto à Descarbonização, Jean-Michel Glachant considera-a “um objetivo, um desejo”.

    O Diretor da Florence School of Regulation concluiu que “factos” como a Descentralização e a Digitalização levantam grandes desafios à Regulação do setor energético não só pela descentralização dos ativos de produção, mas também pelo surgimento de novas formas de distribuição (mini-grids, smart grids 2.0, off-grids) e pela possibilidade de passar a existir, com a “internet das coisas”, a possibilidade do consumidor gerir o seu próprio consumo. Estas mudanças nos ativos, nas operações e na tomada de decisão do setor energético obrigar-nos-ão a ampliar a lógica e as áreas de supervisão do setor, assim como o conceito tradicional de consumidor.
    “Não sabemos o que vai acontecer, mas saberemos em 2020 ou 2022”, concluiu.

    Jean-Michel Glachant, atual Diretor da Florence School of Regulation, é Doutorado em Economia pela Universidade de Sorbonne, foi consultor da DG TREN, DG COMP e DG RESEARCH da Comissão Europeia e da Comissão de Regulação da Energia francesa (CRE). Desempenhou ainda funções de coordenador e assessor científico de vários projetos de pesquisa europeus. É membro atual do Council of the International Association for Energy Economics e foi também editor-chefe da EEEP: Economia de Energia e Política Ambiental (uma revista da IAEE) entre outros.
    As suas principais áreas de investigação incidem sobre a construção de uma política energética europeia comum (segurança do aprovisionamento, energias renováveis e alterações climáticas), a criação do mercado interno europeu da energia (conceção, regulação e política de concorrência), assim como a organização e estratégia de mercado das empresas de energia.







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