Para saber “de onde vem” a electricidade que consome, ou melhor dizendo, quais as fontes energéticas utilizadas na sua produção, foi criado um sistema de rotulagem para a electricidade. À semelhança do rótulo de um produto que compra no supermercado, na factura da sua electricidade, bem como na página da internet do seu comercializador e da própria ERSE, encontra informações sobre as fontes de energia associadas ao seu consumo e dos impactes ambientais daí resultantes. Quando se conhece a origem e as características de um produto, o seu consumo torna-se mais responsável.
O produto electricidade é relativamente indiferenciado entre os comercializadores, pelo que a rotulagem pode contribuir para esta diferenciação, fomentando assim a concorrência.
Em síntese, cada comercializador deve informar o seu cliente sobre:
- A origem da energia consumida (carvão, gás natural, hídrica, eólica, etc.);
- Os impactes ambientais associados ao consumo, designadamente as emissões de dióxido de carbono (CO2), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de azoto (NOX) e da produção de resíduos radioactivos de alta actividade.
A ERSE, em complemento às obrigações estabelecidas na lei e nos regulamentos, emitiu uma recomendação onde estabelece um conjunto de procedimentos com vista à operacionalização da rotulagem de energia eléctrica.